Bandeirantes completa 48 anos e quase dobra a extensão inicial
Estrada inaugurada em 28 de outubro de 1978 tinha cerca de 90 km; hoje são 173 km, com ampliações e concessão iniciada em 1998.
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A Rodovia dos Bandeirantes completou 48 anos nesta quarta-feira (28). Inaugurada em 28 de outubro de 1978, a estrada tinha cerca de 90 quilômetros e ligava São Paulo a Campinas. Hoje tem 173 quilômetros.
A extensão atual quase dobra o percurso inicial. A mudança resultou de obras posteriores, como o prolongamento de 78 quilômetros até Cordeirópolis, concluído em 2001. A estrada é identificada como SP-348.
Da construção à concessão
A obra começou em agosto de 1976 e durou 26 meses. A inauguração contou com o presidente Ernesto Geisel e o governador Paulo Egydio Martins. A rodovia ampliou a conexão entre a capital e o interior paulista.
A concessionária Autoban assumiu a administração em 1998, dentro do programa paulista de concessões rodoviárias. Desde então, registra mais de R$ 6 bilhões em investimentos. Esse valor acumula intervenções de diferentes anos e não corresponde ao custo da obra original.
A estrada atual reúne intervenções de cinco décadas
Marcos da Rodovia dos Bandeirantes, de 1976 a 2014
| Período | Intervenção |
|---|---|
| 1976–1978 | Construção concluída em 26 meses |
| 1998 | Início da administração pela Autoban |
| 2001 | Prolongamento de 78 km até Cordeirópolis |
| 2006 | Implantação da quarta faixa entre São Paulo e Jundiaí |
| 2014 | Implantação da quinta faixa no mesmo trecho |
Fonte: Autoban e Memória do Transporte Brasileiro. Elaboração: redação.
Uma estrada em transformação
A Agência Reguladora de Transportes do Estado de São Paulo (Artesp) identifica a Bandeirantes entre os quilômetros 13 e 173. A rodovia integra o Sistema Anhanguera-Bandeirantes e serve ao transporte de passageiros e cargas.
A quarta e a quinta faixas alteraram a capacidade no trecho entre São Paulo e Jundiaí. Mais recentemente, a concessionária adotou ciclos de pavimentação com asfalto-borracha, mistura que incorpora resíduo de pneus ao pavimento.
Essas mudanças impedem que a estrada de 1978 seja confundida com a atual. O traçado ganhou alcance, faixas e novas tecnologias. A memória da obra inclui tanto a engenharia original quanto as decisões de gestão que se seguiram.
O que diz a Autoban: a concessionária informa que reúne mais de R$ 6 bilhões em investimentos desde 1998. Em balanço de 2025, afirmou que a rodovia representa “patrimônio rodoviário brasileiro” e destacou conforto, fluidez e segurança.
Por que a data importa
Os 48 anos permitem comparar a escala da ligação regional. O percurso de cerca de 90 quilômetros tornou-se uma estrada de 173. São quase duas vezes os 90 quilômetros registrados na inauguração. A expansão acompanhou a integração econômica de Campinas, Jundiaí, Cordeirópolis e outras cidades.
A data também ajuda a discutir infraestrutura como patrimônio coletivo. Concessão e investimento privado não apagam a origem pública da rodovia. Artesp e Autoban mantêm informações sobre o trecho e sua operação atual.
Como fizemos: Comparamos a data de inauguração registrada pela Memória do Transporte e pelo Setcesp com os marcos divulgados pela Autoban e a extensão informada pela Artesp. Separamos investimentos acumulados da construção original. Não somamos o prolongamento à extensão inicial porque as fontes não detalham todas as alterações de trajeto.
Fontes
- Rodovia dos Bandeirantes celebra 47 anos de história e inovação — Autoban, 28 de outubro de 2025
- AutoBan: rodovias e trechos — Agência Reguladora de Transportes do Estado de São Paulo
- Rodovia dos Bandeirantes completa 47 anos de inauguração — Setcesp, 29 de outubro de 2025
- Efemérides do transporte brasileiro — Memória do Transporte



