História

Bandeirantes completa 48 anos e quase dobra a extensão inicial

Estrada inaugurada em 28 de outubro de 1978 tinha cerca de 90 km; hoje são 173 km, com ampliações e concessão iniciada em 1998.

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Automóveis e caminhões circulam pelas faixas da Rodovia dos Bandeirantes
Trecho da Rodovia dos Bandeirantes, em São Paulo, em 7 de julho de 2007.Foto: Enioprado / Panoramio / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

A Rodovia dos Bandeirantes completou 48 anos nesta quarta-feira (28). Inaugurada em 28 de outubro de 1978, a estrada tinha cerca de 90 quilômetros e ligava São Paulo a Campinas. Hoje tem 173 quilômetros.

A extensão atual quase dobra o percurso inicial. A mudança resultou de obras posteriores, como o prolongamento de 78 quilômetros até Cordeirópolis, concluído em 2001. A estrada é identificada como SP-348.

Da construção à concessão

A obra começou em agosto de 1976 e durou 26 meses. A inauguração contou com o presidente Ernesto Geisel e o governador Paulo Egydio Martins. A rodovia ampliou a conexão entre a capital e o interior paulista.

A concessionária Autoban assumiu a administração em 1998, dentro do programa paulista de concessões rodoviárias. Desde então, registra mais de R$ 6 bilhões em investimentos. Esse valor acumula intervenções de diferentes anos e não corresponde ao custo da obra original.

A estrada atual reúne intervenções de cinco décadas

Marcos da Rodovia dos Bandeirantes, de 1976 a 2014

Período Intervenção
1976–1978 Construção concluída em 26 meses
1998 Início da administração pela Autoban
2001 Prolongamento de 78 km até Cordeirópolis
2006 Implantação da quarta faixa entre São Paulo e Jundiaí
2014 Implantação da quinta faixa no mesmo trecho

Fonte: Autoban e Memória do Transporte Brasileiro. Elaboração: redação.

Uma estrada em transformação

A Agência Reguladora de Transportes do Estado de São Paulo (Artesp) identifica a Bandeirantes entre os quilômetros 13 e 173. A rodovia integra o Sistema Anhanguera-Bandeirantes e serve ao transporte de passageiros e cargas.

A quarta e a quinta faixas alteraram a capacidade no trecho entre São Paulo e Jundiaí. Mais recentemente, a concessionária adotou ciclos de pavimentação com asfalto-borracha, mistura que incorpora resíduo de pneus ao pavimento.

Essas mudanças impedem que a estrada de 1978 seja confundida com a atual. O traçado ganhou alcance, faixas e novas tecnologias. A memória da obra inclui tanto a engenharia original quanto as decisões de gestão que se seguiram.

O que diz a Autoban: a concessionária informa que reúne mais de R$ 6 bilhões em investimentos desde 1998. Em balanço de 2025, afirmou que a rodovia representa “patrimônio rodoviário brasileiro” e destacou conforto, fluidez e segurança.

Por que a data importa

Os 48 anos permitem comparar a escala da ligação regional. O percurso de cerca de 90 quilômetros tornou-se uma estrada de 173. São quase duas vezes os 90 quilômetros registrados na inauguração. A expansão acompanhou a integração econômica de Campinas, Jundiaí, Cordeirópolis e outras cidades.

A data também ajuda a discutir infraestrutura como patrimônio coletivo. Concessão e investimento privado não apagam a origem pública da rodovia. Artesp e Autoban mantêm informações sobre o trecho e sua operação atual.

Como fizemos: Comparamos a data de inauguração registrada pela Memória do Transporte e pelo Setcesp com os marcos divulgados pela Autoban e a extensão informada pela Artesp. Separamos investimentos acumulados da construção original. Não somamos o prolongamento à extensão inicial porque as fontes não detalham todas as alterações de trajeto.

Fontes