Unesco inclui três sítios brasileiros em rede sobre a escravidão
Cais do Valongo, Sociedade Protetora dos Desvalidos e Serra da Barriga entram na rede da Unesco, e o Brasil passa a ter seis sítios.
- Publicado em
- Leitura
- 2 min de leitura

Na sexta-feira (23), a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) incluiu três sítios brasileiros em uma rede internacional de lugares ligados à escravidão. Sítio, aqui, é um lugar com valor histórico. Os novos integrantes são o Cais do Valongo, no Rio de Janeiro, a Sociedade Protetora dos Desvalidos, em Salvador, e a Serra da Barriga, em União dos Palmares, Alagoas.
A informação está em nota do Ministério das Relações Exteriores (MRE), publicada nesta terça-feira (27). O Correio Braziliense também noticiou a inclusão e diz que, com ela, o Brasil passa a ter seis sítios na rede.
O que é a rede
A rede se chama Rede de Lugares de História e Memória relacionados à Escravidão e ao Tráfico de Pessoas Escravizadas. Tráfico de pessoas escravizadas é o comércio forçado de africanos levados à força para trabalhar como escravos nas Américas. Segundo o MRE, a Unesco criou a rede em 2024.
A nota diz que a rede tem três objetivos: preservar os lugares, trocar experiências entre eles e desenvolver ações educativas com as comunidades locais. Ela não é a Lista do Patrimônio Mundial. O Cais do Valongo já está nessa lista desde 2017, segundo o Correio Braziliense.
Três lugares, três histórias
O Correio descreve o Cais do Valongo como o principal ponto de desembarque de africanos escravizados nas Américas. A Sociedade Protetora dos Desvalidos, fundada no século XIX em Salvador, era ligada a redes de apoio mútuo entre pessoas negras, segundo a reportagem.
Na Serra da Barriga fica o Parque Memorial Quilombo dos Palmares. O Correio o descreve como símbolo da resistência ao regime escravista. Os três lugares foram incluídos juntos, mas cada um guarda uma parte diferente dessa história.
O que diz o Itamaraty: Em nota, o Ministério das Relações Exteriores afirma que a inclusão contribui para a preservação e a transmissão da memória da escravidão. Segundo a nota, ela também reconhece a resistência histórica da população negra. Fonte: nota à imprensa nº 328, publicada em 27/10/2026.
O que isso significa
A inclusão dá visibilidade internacional a três lugares ligados à escravidão e à resistência negra. Os textos que consultamos não detalham verbas nem novas regras de proteção para os sítios. O efeito prático depende das ações que cada lugar vai receber nos próximos anos, e elas ainda não foram detalhadas.
Como fizemos: Usamos a nota à imprensa nº 328 do MRE e a reportagem do Correio Braziliense, ambas publicadas em 27 de outubro de 2026 e acessadas no mesmo dia. A data de 23 de outubro vem dessas duas fontes. Não conseguimos abrir a página da Unesco sobre a rede, por isso a contagem de seis sítios vem apenas do Correio Braziliense. Não fizemos cálculos próprios.
Fontes
- Inclusão de três sítios brasileiros na Rede da Unesco sobre história e memória da escravidão e do tráfico de pessoas escravizadas — Ministério das Relações Exteriores, nota à imprensa nº 328, 27 de outubro de 2026 (acesso em 27 de outubro de 2026)
- Unesco reconhece locais de memória da escravidão no Brasil — Correio Braziliense, 27 de outubro de 2026 (acesso em 27 de outubro de 2026)



