Seminário da UFJF conecta oito espaços de memória e cultura
Encontro celebra 20 anos da Procult com pesquisas sobre acervos, preservação audiovisual e memória, em Juiz de Fora, nesta quarta e quinta.
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- Sônia Barros
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O Museu de Arte Murilo Mendes (MAMM) abre nesta quarta-feira (28) seu quinto seminário de pesquisa, preservação e difusão. O evento reúne trabalhos nesta quarta e na quinta, em Juiz de Fora, e celebra os 20 anos da Pró-Reitoria de Cultura da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF).
A programação conecta oito espaços de memória e cultura da universidade pública. O encontro mostra como acervos artísticos, documentos, fotografias, gravações e atividades culturais exigem políticas próprias de preservação.
Oito experiências de preservação
A mesa dedicada aos 20 anos da Pró-Reitoria de Cultura (Procult) reúne museus, memorial, centro de documentação, cinemateca, teatro e coral. A diversidade permite comparar o cuidado com objetos físicos e com expressões que dependem de continuidade, como a música coral.
O Centro Integrado de Preservação Audiovisual apresenta uma política para o acervo da UFJF. O Museu de Arqueologia e Etnologia Americana discute um repositório digital. Já o Centro de Conservação da Memória abordará vozes e disputas presentes em seus documentos.
O seminário distribui preservação e criação em dois dias
Principais atividades no MAMM, em Juiz de Fora
| Data | Atividades |
|---|---|
| Quarta, 28 | Aula com Leila Danziger, conferência sobre Wifredo Lam e mesa sobre acervos |
| Quinta, 29 | Mesas com oito espaços culturais e lançamento de livro sobre correspondências |
Fonte: programação do 5º Seminário MAMM. Elaboração: redação.
Arte, arquivo e circulação
Nesta quarta, a artista Leila Danziger apresenta a aula “Heirloom”, palavra inglesa que designa uma relíquia transmitida entre gerações. O trabalho parte de jornais, livros, documentos e objetos destinados ao descarte ou ao esquecimento.
Às 14h, Sabrina Parracho Sant’Anna fala sobre Wifredo Lam e a formação de uma imagem da América Latina pelo Museu de Arte Moderna de Nova York. A conferência examina decisões de coleção e classificação artística desde a criação do “Latin American Fund”, em 1942.
O dia termina com o lançamento de “Floração do Silêncio”, sobre simbolismo nas artes visuais. Na quinta, o livro “Aqui entre nós” reúne ensaios sobre correspondências entre modernistas brasileiros.
O que diz o MAMM: o museu apresenta o seminário como espaço de compartilhamento de pesquisas e experiências. Na programação, destaca a integração entre as unidades e o patrimônio universitário em suas dimensões material e imaterial.
Preservação também acontece na universidade
O encontro desloca a preservação da ideia de depósito para a de trabalho contínuo. Um repositório digital precisa organizar o acesso. Uma fotografia exige conservação e pesquisa. Um coral depende de transmissão contínua entre diferentes gerações de participantes.
As inscrições gratuitas para ouvintes foram abertas pelo site do museu até terça-feira (27). A programação completa e o caderno de resumos seguem disponíveis no endereço institucional do MAMM.
Como fizemos: Conferimos a programação completa publicada pelo MAMM em 20 de outubro. Contamos os oito espaços culturais relacionados na mesa sobre a Procult e separamos as atividades dos dois dias. Não tratamos a diversidade de acervos como equivalência de técnicas de conservação.



