Memória

Dia do Arquivista lembra que acesso à memória é trabalho técnico

Profissão regulamentada em 1978 organiza documentos, preserva direitos e torna pesquisas históricas possíveis em arquivos públicos e privados.

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Ex libris do Arquivo Nacional do Brasil em 1972
O Ex libris identifica o Arquivo Nacional, instituição que preserva documentos da história brasileira.Foto: Academia de letras de CM / Wikimedia Commons (Domínio público)

O Dia do Arquivista foi celebrado em 20 de outubro, data que voltou ao calendário cívico nesta semana eleitoral. A profissão é regulamentada pela Lei nº 6.546, de 1978, e exige formação superior em Arquivologia. O trabalho envolve organizar, preservar e dar acesso a documentos que sustentam direitos e pesquisas.

O Arquivo Nacional explica que a data também recorda uma proposta de 1823 para criar o primeiro arquivo público do Império. A memória institucional brasileira, portanto, começa antes do órgão que hoje guarda documentos do governo federal.

O que faz um arquivista

Arquivistas definem como um acervo será classificado, descrito e consultado. Eles controlam prazos de guarda, identificam documentos que devem ser preservados e orientam o público. A tarefa parece administrativa, mas decide se uma prova continuará disponível daqui a décadas.

A profissão atua em arquivos públicos, empresas, universidades e museus. Em cada lugar, a equipe precisa equilibrar conservação física, segurança digital e acesso. Um documento secreto por prazo legal não pode ser aberto antes da hora, mas também não pode desaparecer por falta de gestão.

A Lei de Acesso à Informação, de 2011, reforçou a obrigação de órgãos públicos responderem pedidos. O arquivo é a infraestrutura que permite localizar a resposta. Sem descrição e cadeia de custódia, a transparência vira promessa sem documento.

Três marcos da profissão no Brasil

Marco Data Consequência
Proposta de arquivo público do Império 1823 Origem histórica da política arquivística
Regulamentação da profissão 1978 Criação de requisitos legais para arquivista
Dia do Arquivista 20 de outubro Data de valorização profissional

Fonte: Arquivo Nacional e Senado Federal. Elaboração: redação.

Como o cidadão pode pesquisar

O pesquisador começa pelo catálogo da instituição. Depois identifica o fundo documental, solicita cópia digital quando disponível e agenda consulta do original se a peça exigir manuseio controlado. O prazo e o formato variam conforme o arquivo.

A digitalização facilita a leitura, mas não substitui o contexto. Uma fotografia sem data, autoria ou procedência perde parte de seu valor histórico. A descrição feita por profissionais conecta o item a outros documentos e registra como ele chegou ao acervo.

O que diz o Arquivo Nacional: A instituição afirma que arquivistas planejam, organizam, orientam e gerem serviços arquivísticos. A profissão preserva a memória e garante acesso aos documentos.

Celebrar a data em uma semana de disputa eleitoral reforça uma lição simples. A democracia depende de votos, mas também de registros que permitam conferir decisões. O próximo passo é financiar equipes e sistemas capazes de manter essa memória aberta.

Como fizemos: Consultamos a página do Arquivo Nacional sobre o Dia do Arquivista e a página institucional do Senado, acessadas em 21 de outubro de 2026. A tabela organiza três marcos apresentados nas fontes; não estima o número de profissionais nem o orçamento dos arquivos. Procedimentos de consulta variam conforme cada instituição.

Fontes

Temas

  • Arquivo
  • Memória
  • Acesso à Informação

Sônia Barros

Repórter de Memória

Cobre memória para o Revista 7 de Setembro.

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