Dia do Arquivista lembra que acesso à memória é trabalho técnico
Profissão regulamentada em 1978 organiza documentos, preserva direitos e torna pesquisas históricas possíveis em arquivos públicos e privados.
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- Sônia Barros
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O Dia do Arquivista foi celebrado em 20 de outubro, data que voltou ao calendário cívico nesta semana eleitoral. A profissão é regulamentada pela Lei nº 6.546, de 1978, e exige formação superior em Arquivologia. O trabalho envolve organizar, preservar e dar acesso a documentos que sustentam direitos e pesquisas.
O Arquivo Nacional explica que a data também recorda uma proposta de 1823 para criar o primeiro arquivo público do Império. A memória institucional brasileira, portanto, começa antes do órgão que hoje guarda documentos do governo federal.
O que faz um arquivista
Arquivistas definem como um acervo será classificado, descrito e consultado. Eles controlam prazos de guarda, identificam documentos que devem ser preservados e orientam o público. A tarefa parece administrativa, mas decide se uma prova continuará disponível daqui a décadas.
A profissão atua em arquivos públicos, empresas, universidades e museus. Em cada lugar, a equipe precisa equilibrar conservação física, segurança digital e acesso. Um documento secreto por prazo legal não pode ser aberto antes da hora, mas também não pode desaparecer por falta de gestão.
A Lei de Acesso à Informação, de 2011, reforçou a obrigação de órgãos públicos responderem pedidos. O arquivo é a infraestrutura que permite localizar a resposta. Sem descrição e cadeia de custódia, a transparência vira promessa sem documento.
Três marcos da profissão no Brasil
| Marco | Data | Consequência |
|---|---|---|
| Proposta de arquivo público do Império | 1823 | Origem histórica da política arquivística |
| Regulamentação da profissão | 1978 | Criação de requisitos legais para arquivista |
| Dia do Arquivista | 20 de outubro | Data de valorização profissional |
Fonte: Arquivo Nacional e Senado Federal. Elaboração: redação.
Como o cidadão pode pesquisar
O pesquisador começa pelo catálogo da instituição. Depois identifica o fundo documental, solicita cópia digital quando disponível e agenda consulta do original se a peça exigir manuseio controlado. O prazo e o formato variam conforme o arquivo.
A digitalização facilita a leitura, mas não substitui o contexto. Uma fotografia sem data, autoria ou procedência perde parte de seu valor histórico. A descrição feita por profissionais conecta o item a outros documentos e registra como ele chegou ao acervo.
O que diz o Arquivo Nacional: A instituição afirma que arquivistas planejam, organizam, orientam e gerem serviços arquivísticos. A profissão preserva a memória e garante acesso aos documentos.
Celebrar a data em uma semana de disputa eleitoral reforça uma lição simples. A democracia depende de votos, mas também de registros que permitam conferir decisões. O próximo passo é financiar equipes e sistemas capazes de manter essa memória aberta.
Como fizemos: Consultamos a página do Arquivo Nacional sobre o Dia do Arquivista e a página institucional do Senado, acessadas em 21 de outubro de 2026. A tabela organiza três marcos apresentados nas fontes; não estima o número de profissionais nem o orçamento dos arquivos. Procedimentos de consulta variam conforme cada instituição.
Fontes
- Dia do Arquivista — Arquivo Nacional (acesso em 21/10/2026)
- Dia do Arquivista — Senado Federal (acesso em 21/10/2026)
- Lei nº 6.546/1978 — Planalto (acesso em 21/10/2026)



