Como pesquisar documentos no Arquivo Nacional pela internet e na sede
Consulta a originais e a cópias digitais é gratuita; o caminho passa pelo Guia de Fontes, pelo cadastro no SIAN e pelo pedido presencial ou a distância.

Consultar documentos originais no Arquivo Nacional não custa nada. Ver as cópias digitais no Sistema de Informações do Arquivo Nacional (SIAN) também é gratuito, segundo o próprio órgão. Só a reprodução de documentos e a transcrição completa são cobradas, conforme uma tabela de valores.
Criado em 1838, durante o Império, o Arquivo Nacional guarda papéis, fotografias, mapas, filmes e outros registros do Estado brasileiro. A sede fica na Praça da República, 173, no Centro do Rio de Janeiro. Há ainda uma unidade regional em Brasília.
Passo 1: o Guia de Fontes
O ponto de partida é o Guia de Fontes, em guia.an.gov.br. Ele reúne informações básicas sobre cada fundo ou coleção, isto é, cada conjunto de documentos com a mesma origem. Também traz links para os instrumentos de pesquisa, como inventários e catálogos, quando existem em versão digital.
Passo 2: a busca no SIAN
O principal banco de dados é o SIAN, em sian.an.gov.br. Para usá-lo, é preciso fazer cadastro, que pode ser feito com a conta gov.br. A busca oferece as opções “Pesquisa Livre”, “Pesquisa Avançada” e “Pesquisa Multinível”.
Quando há cópia digital, a descrição do dossiê mostra a indicação “Arquivo Digital”, e o acesso é imediato. A aba “Fundos e Coleções”, na opção “Pesquisa Digital”, mostra o que já foi digitalizado. O Arquivo publica tutoriais sobre como pesquisar no sistema.
Cada resultado traz um código de referência, que diz onde o documento está guardado. Se o código tiver a palavra “RIO”, ele fica na sede. Se tiver “BSB”, fica na unidade do Distrito Federal.
Passo 3: pedir a consulta
Para documentos ainda não digitalizados, há dois caminhos. Quem mora longe pode usar o Módulo de Atendimento a Distância, em consulta.an.gov.br, que registra o pedido pela internet. Quem pode ir pessoalmente usa as salas de consulta do Rio ou de Brasília.
O atendimento presencial funciona de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 19h30, com entrada até as 18h. Na sede, o visitante apresenta documento com foto e deixa bolsas no guarda-volumes. Um profissional de referência ajuda a orientar a pesquisa.
Segundo o Arquivo, não é possível consultar ou copiar originais no mesmo dia do pedido. Se o documento já estiver digitalizado, o acesso é só pelo SIAN. Em geral, o atendimento presencial na sede é suspenso na última sexta-feira de cada mês.
Onde mais procurar
A Biblioteca Nacional mantém a BNDigital, sua biblioteca digital. Dela faz parte a Hemeroteca Digital Brasileira, em memoria.bn.gov.br/hdb, com jornais e revistas digitalizados. A busca pode ser feita por título do periódico, período ou local.
A Hemeroteca também aceita a busca por palavras, com expressões exatas entre aspas. O acervo inclui os primeiros jornais brasileiros, como a Gazeta do Rio de Janeiro e o Correio Braziliense, ambos de 1808.
O que diz o Arquivo Nacional: Na página de atendimento, o órgão afirma que garante o acesso do cidadão ao acervo “tanto de maneira online, como por meio do atendimento presencial”. O texto informa que a consulta a originais e às cópias digitais no SIAN é gratuita. As orientações estão no portal do Arquivo Nacional no gov.br.
Com cadastro e alguma paciência, qualquer pessoa pode ler documentos que contam a história do país. O melhor roteiro é começar pelo Guia de Fontes e conferir o que já está digitalizado. A visita à sede fica para o que ainda só existe em papel.


