Civismo

Em 2026, 54 das 81 cadeiras do Senado são renovadas

Dois terços do Senado foram às urnas em 4 de outubro. A regra de alternância está na Constituição, e a posse é em 1º de fevereiro de 2027.

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Senador discursa no púlpito do Plenário do Senado Federal, com a bandeira nacional ao fundo
Sessão no Plenário do Senado Federal, em Brasília, com a bandeira nacional ao fundo.Foto: Senado Federal / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

No dia 4 de outubro de 2026, 54 das 81 cadeiras do Senado entraram em disputa. São dois terços da Casa. Os eleitos tomam posse em 1º de fevereiro de 2027 e ficam no cargo por oito anos, segundo o Congresso em Foco.

A regra que define essa renovação está no artigo 46 da Constituição. Cada estado e o Distrito Federal elegem três senadores, com mandato de oito anos. Como são 27 unidades, o Senado tem 81 cadeiras.

O mesmo artigo diz que a representação de cada estado “será renovada de quatro em quatro anos, alternadamente, por um e dois terços”. Em termos simples, a cada quatro anos muda uma parte da Casa. Na eleição seguinte, muda a outra parte.

Como a alternância funciona

Em 2026, o eleitor vota duas vezes para senador. O segundo voto não pode repetir o número do primeiro, segundo O Povo. A eleição tem turno único, e os dois mais votados de cada estado são eleitos.

Uma eleição renova um terço do Senado, 27 cadeiras. A seguinte renova dois terços, 54 cadeiras. Como o mandato dura oito anos, o plenário sempre reúne senadores de mandatos diferentes.

Quantas cadeiras do Senado entram em disputa a cada eleição Número de cadeiras e início dos mandatos, de 2018 a 2030

Eleição Cadeiras Parte da Casa Mandatos começam
2018 54 dois terços fevereiro de 2019
2022 27 um terço fevereiro de 2023
2026 54 dois terços 1º de fevereiro de 2027
2030 27 um terço fevereiro de 2031

Fonte: Constituição, artigo 46; Agência Senado; Congresso em Foco. Datas de início calculadas pela redação, com mandato de oito anos.

Por que existe a alternância

Segundo O Povo, a regra serve “para garantir a continuidade dos trabalhos legislativos”. A reportagem acrescenta que o objetivo é “assegurar maior estabilidade institucional, especialmente em períodos de crise política”.

Na prática, a troca é em etapas. O Congresso em Foco explica que “um representante de cada unidade federativa segue na Casa por ao menos mais quatro anos”. Ou seja, cada estado mantém pelo menos um senador de um ciclo anterior.

A última eleição de dois terços antes de 2026 foi em 2018. Naquele ano, 32 senadores tentaram a reeleição, e apenas 8 conseguiram, segundo a Agência Senado. Ou seja, 24 dos 32 que tentaram não conseguiram se reeleger.

O que acontece em fevereiro de 2027

Os senadores eleitos em 2026 tomam posse em 1º de fevereiro de 2027. No mesmo período, a Casa elege sua Mesa Diretora, o grupo que comanda os trabalhos. A Constituição, no artigo 57, §4º, fixa que as Casas se reúnem “a partir de 1º de fevereiro, no primeiro ano da legislatura”, para a posse e a eleição das Mesas, com mandato de dois anos.

Para ser eleito, o candidato precisa da maioria absoluta dos votos. Isso equivale a 41 dos 81 senadores.

O que diz o Senado Federal: Em comunicado de 24 de janeiro de 2025, a Casa afirmou que a votação para a Mesa é “secreta, por maioria absoluta de votos (41)”. O texto está no site da Agência Senado.

O que vem depois

A partir de 1º de fevereiro de 2027, 27 senadores eleitos em 2022 seguem em seus cargos até 2031. Os 54 eleitos agora ficam até 2035. Em 2030, as 27 cadeiras de 2022 voltam à disputa, segundo o Congresso em Foco.

Quem vai comandar o Senado a partir de 2027 será definido em fevereiro, na eleição da Mesa. A regra desenhada na Constituição faz a Casa mudar por etapas, e não de uma vez.

Como fizemos: Lemos os artigos 46 e 57 da Constituição no portal do Planalto. Usamos páginas da Agência Senado de 2018 e de 2025, e reportagens do O Povo e do Congresso em Foco publicadas entre 23 de julho e 5 de outubro de 2026, acessadas em 26 de outubro de 2026. As datas de início dos mandatos são nosso cálculo, com base no mandato de oito anos. Não verificamos resultados por estado nem os nomes dos eleitos, por isso o texto não os traz.

Fontes