Civismo

Posse presidencial de 2027 será em 5 de janeiro, não em 1º

Depois da votação de 25 de outubro, o TSE diploma os eleitos em dezembro. A posse no Congresso fica para 5 de janeiro de 2027.

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Convidados caminham por tapete vermelho no Congresso Nacional, entre marinheiros em uniforme branco e equipes de imprensa
Chegada de convidados ao Congresso Nacional para a posse presidencial de 2023, em Brasília.Foto: Agência Senado / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

No domingo, 25 de outubro de 2026, os eleitores voltam às urnas para o segundo turno da eleição presidencial. O voto, porém, só vira mandato depois de uma sequência de atos. Totalização, proclamação, diplomação e posse têm regras e datas próprias.

De 1º de janeiro para 5 de janeiro

A Constituição diz que o mandato presidencial é de quatro anos. A Emenda Constitucional (EC) 16, de 1997, previa que ele começaria em 1º de janeiro do ano seguinte à eleição. A EC 111, de 2021, trocou essa data por 5 de janeiro. Pelo texto da própria emenda, a mudança começa a valer nas eleições de 2026.

Os governadores passam a tomar posse em 6 de janeiro. Os deputados federais seguem com posse em 1º de fevereiro, segundo o TNH1.

Da apuração à proclamação

A totalização é a soma oficial dos votos, feita pela Justiça Eleitoral. Depois de aprovar o relatório final dessa soma, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) proclama os eleitos em sessão. Proclamar é anunciar o resultado de forma oficial.

Em 2022, o segundo turno foi em 30 de outubro. A proclamação formal de presidente e vice veio só em 6 de dezembro, em sessão administrativa do TSE. O calendário de 2026 não fixa data para essa etapa. Ela segue o fim da totalização.

Diplomação: o documento do eleito

A diplomação é a entrega do diploma ao eleito pela Justiça Eleitoral. Na eleição presidencial, quem diploma é o próprio TSE. A Resolução TSE 23.760, de 2026, que fixa o calendário eleitoral, prevê a diplomação dos eleitos pelo tribunal em 18 de dezembro de 2026. Em 2022, a cerimônia foi em 12 de dezembro.

A posse no Congresso

O artigo 78 da Constituição manda que presidente e vice “tomarão posse em sessão do Congresso Nacional”. Eles prestam o compromisso de “manter, defender e cumprir a Constituição”. Se, passados dez dias da data fixada, o eleito não assumir sem motivo de força maior, o cargo é declarado vago.

O que a lei dá à transição

Antes da posse, o eleito pode montar uma equipe de transição. A Lei 10.609, de 2002, diz que o candidato eleito tem esse direito, “observado o disposto nesta Lei”. A equipe conhece o funcionamento dos órgãos federais e prepara os primeiros atos do novo governo.

Pela lei, os integrantes têm acesso a informações sobre as contas públicas, os programas e os projetos do governo federal. Os órgãos devem fornecer os dados pedidos pelo coordenador e dar apoio técnico e administrativo. Servidores federais podem ser requisitados pela Casa Civil da Presidência.

A lei cria 50 cargos em comissão, os Cargos Especiais de Transição Governamental (CETG), de uso exclusivo da equipe. Eles só podem ser preenchidos no último ano do mandato, a partir do segundo dia útil depois do turno que decide a eleição. Pela conta desse prazo, a janela abre em 27 de outubro de 2026. Os cargos devem ficar vagos em até dez dias após a posse.

O que diz a Lei 10.609/2002: “Ao candidato eleito para o cargo de Presidente da República é facultado o direito de instituir equipe de transição, observado o disposto nesta Lei.” O texto está publicado pelo Senado Federal.

O que fica em aberto

A data da proclamação ainda não está fixada no calendário. Já estão fixadas a votação de 25 de outubro, a diplomação em 18 de dezembro e a posse em 5 de janeiro de 2027. Entre o voto e a posse, cada etapa tem regra escrita e prazo público. Acompanhar esses prazos mostra o que acontece depois da urna.

Como fizemos: Lemos o texto da Constituição (artigos 77, 78 e 82), da EC 16/1997 e da EC 111/2021 na base da Câmara dos Deputados, e da Lei 10.609/2002 na base do Senado Federal, acessados em 23 de outubro de 2026. O calendário de 2026 foi conferido em reportagem do Poder360 que reproduz a Resolução TSE 23.760, porque o PDF oficial é digitalizado e não pôde ser lido como texto. A data de 27 de outubro é nossa conta: segundo dia útil após 25 de outubro, sem feriado no intervalo. O portal do TSE não pôde ser lido diretamente, e o tribunal não foi contatado para esta reportagem.

Fontes

Temas

  • Eleições 2026
  • Posse Presidencial
  • Diplomação
  • Transição de Governo

Silvana Trindade

Repórter de Civismo

Cobre civismo para o Revista 7 de Setembro.

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