Civismo

Boletim de urna e TSE: como o resultado do segundo turno chega

No domingo (25), a votação vai das 8h às 17h, e o Tribunal Superior Eleitoral soma os boletins de urna de cada seção para definir o vencedor.

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Homem de óculos reage com as mãos no rosto enquanto outras pessoas aplaudem em um local de acompanhamento da apuração da eleição de 2022, com um cartaz de campanha ao fundo
Apoiadores acompanham a apuração dos votos na eleição de 2022.Foto: Joy Camilo fotografia / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

No domingo, 25 de outubro, os eleitores voltam às urnas para escolher o presidente da República. A disputa final está entre Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal (PL), e Lula, do Partido dos Trabalhadores (PT). A votação vai das 8h às 17h, no horário de Brasília.

O resultado não sai de uma vez. Primeiro, cada seção eleitoral conta os próprios votos. Depois, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) soma os números de todas as seções.

O segundo turno existe porque, no primeiro turno, em 4 de outubro, nenhum candidato chegou à maioria absoluta dos votos válidos. Nesse caso, os dois mais votados disputam uma nova votação, segundo o Correio da Manhã.

Da seção ao boletim de urna

Na seção, a urna eletrônica não está ligada à internet. Ao fim da votação, ela faz a apuração, ou seja, a contagem dos votos daquele equipamento. Em seguida, imprime o boletim de urna (BU), um papel com o total de votos de cada candidato, além dos brancos e nulos.

Segundo o Ministério Público Federal (MPF), a urna imprime cinco vias. Uma delas deve ficar afixada na entrada da seção, em local visível a todos. Pela regra que o Poder360 descreveu em 2022, qualquer cidadão pode conferir o boletim ali.

Soma no TSE e ritmo da divulgação

Os dados seguem para o TSE por sistemas seguros desenvolvidos pela própria Justiça Eleitoral, segundo o MPF. Antes de somar, o tribunal confere a autenticidade e a integridade de cada boletim. Essa soma é a totalização. Ela não é uma nova contagem.

A divulgação começa às 17h, quando termina a votação, segundo o Brasil de Fato. Os números mudam conforme as urnas são apuradas. Por isso, os primeiros percentuais são parciais.

No primeiro turno, a divulgação travou por volta das 19h, com cerca de 64% das urnas contabilizadas para presidente. Voltou a andar pouco depois das 20h, segundo o Canaltech. O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, falou em “congestionamento no sistema de dados da Corte”, segundo o JB.

O que diz o TSE: Em nota, o tribunal afirmou que “a interrupção na divulgação dos resultados na visualização ‘Brasil’ não altera os resultados registrados pelas urnas”. Segundo o Correio da Manhã, a corte negou fraude.

Quanto basta para vencer

A Constituição exige a maioria absoluta dos votos válidos para eleger o presidente no primeiro turno. Votos válidos são os dados a candidatos. Brancos e nulos ficam fora dessa conta, segundo o TSE.

A regra garante que o eleito tenha o apoio da maioria de quem escolheu um candidato. No segundo turno, vence quem tiver mais votos válidos entre os dois, e brancos e nulos também ficam de fora.

Exemplo hipotético, sem dados reais: 1.000 eleitores, sendo 400 votos para A, 350 para B, 150 em branco e 100 nulos. Os votos válidos somam 750. A tem cerca de 53% deles, o que lhe daria a vitória no primeiro turno.

O que vem a seguir

O resultado oficial fica completo quando o TSE soma todas as seções. Até lá, os percentuais são parciais e podem mudar durante a noite. O eleitor pode conferir o boletim afixado na entrada da própria seção. Segundo o Sou Brasília, a versão digital também fica disponível para consulta.

Uma dúvida segue aberta. Segundo o Correio da Manhã, o TSE prepara uma nova rotina para evitar que a pausa se repita no segundo turno. Segundo o JB, a corte ainda avalia se outro fator contribuiu para o atraso.

Quem acompanha a noite de domingo deve esperar números parciais. Só a soma final de todas as seções define o resultado.

Como fizemos: Usamos a explicação do MPF sobre apuração e totalização, publicada em 12 de outubro de 2026, e o texto do Poder360 sobre o boletim de urna, de 2022. Também usamos a cobertura da divulgação do primeiro turno publicada entre 4 e 6 de outubro de 2026. O exemplo de votos é hipotético e foi feito pela redação. As páginas do TSE não abriram para nossa leitura, por isso a regra da maioria vem de resumos do próprio tribunal e de veículos. Dados acessados em 24 de outubro de 2026.

Fontes