O que ver no Museu do Ipiranga, reaberto no Bicentenário
Fechado em 2013, o museu da USP voltou ao público em setembro de 2022 com o dobro da área e o quadro de Pedro Américo restaurado no Salão Nobre.

O quadro “Independência ou Morte”, de Pedro Américo, mede 4,15 metros de altura por 7,60 metros de largura. Ele é a peça mais famosa do Museu do Ipiranga, em São Paulo. Depois de nove anos fechado, o museu reabriu ao público em setembro de 2022, no Bicentenário da Independência.
O nome oficial é Museu Paulista, e ele pertence à Universidade de São Paulo (USP) desde 1963. Segundo o próprio museu, o prédio foi “construído entre 1885 e 1890” para ser um monumento à Independência. Em 1895, o recém-criado Museu Paulista foi transferido para lá.
Nove anos de portas fechadas
O museu fechou em agosto de 2013. O motivo eram problemas na estrutura: infiltrações no telhado, paredes rachadas e forros deteriorados, segundo o Jornal do Campus, da USP. As obras de restauro e ampliação começaram em outubro de 2019 e terminaram em agosto de 2022.
A reabertura teve uma cerimônia em 6 de setembro de 2022. O público geral voltou a entrar a partir do dia 8. Segundo o Jornal da USP, mais de 3 mil objetos do acervo passaram por restauro, entre eles 122 pinturas.
A obra dobrou a área construída e tornou o prédio acessível, com elevadores e rampas. O novo museu ganhou entrada nova, bilheteria, auditório de 200 lugares, espaço educativo, café, loja e sala de exposições temporárias.
O que não perder
O ponto alto é o Salão Nobre, onde fica o quadro de Pedro Américo, pintado em 1888. Por causa do tamanho, a tela foi restaurada ali mesmo, segundo o Jornal da USP. Vale lembrar que ela não é uma fotografia do 7 de setembro de 1822. É uma reconstrução artística, feita 66 anos depois do fato.
As exposições de longa duração tratam de temas amplos da história do país. Entre elas estão “Uma História do Brasil”, “Passados Imaginados”, “Territórios em Disputa” e “Mundos do Trabalho”.
O prédio também merece atenção. Ele foi pensado desde o início como monumento e é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) desde 1998.
Como visitar
O museu fica na Rua dos Patriotas, 100, no bairro do Ipiranga. Abre de terça a domingo e fecha às segundas. A entrada é gratuita às quartas-feiras e no primeiro domingo de cada mês, com ingressos limitados retirados na bilheteria.
Há meia-entrada para estudantes, pessoas com 60 anos ou mais e pessoas com deficiência, entre outros grupos. Horários e preços podem mudar, por isso convém consultar o site oficial antes de sair de casa. As estações mais próximas são Alto do Ipiranga, da Linha 2-Verde do Metrô, e Ipiranga, da Linha 10-Turquesa da CPTM.
O que diz o Museu do Ipiranga: Em seu site, o museu afirma que o prédio foi erguido “para ser um monumento em comemoração à Proclamação da Independência, ocorrida em 1822”. A instituição, ligada à USP, descreve o espaço reformado como um “novo Museu com o dobro de área e completamente acessível”.
Para estudantes e professores, a visita é uma aula fora da sala. O museu mostra tanto objetos do passado quanto a forma como o país escolheu contar a própria história. Ver o quadro de perto, sabendo que ele é uma interpretação, ajuda a entender a diferença entre fato e memória.


